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Brasil

MORDOMIAS DE JUÍZES JÁ SÃO DEBATIDAS NAS IGREJAS

"Até o juiz que é casado com uma juíza, que se acha a última trincheira da moralidade, moram em casa própria e os dois recebem"

Estão causando indignação de fieis Brasil afora os pagamentos de auxílio-moradia a juízes e membros do Ministério Público que têm imóveis próprios; em missa em São Paulo, o padre Júlio Lancelotti criticou as mordomias em meio à situação de grave crise social e econômica que vive o País; "Nestes dias, todo o Brasil se pegunta: por que tanta não tem onde morar e os juízes recebem 4.700 reais de auxílio-moradia?", disse o padre; "Até o juiz que é casado com uma juíza, que se acha a última trincheira da moralidade, moram em casa própria e os dois recebem", completou Júlio Lancelotti, se referindo ao juiz Marcelo Bretas; além dele, também têm o penduricalho o juiz Sérgio Moro, procurador Deltan Dallagnol e até um desembargador com 60 imóveis próprios.

247 - Estão causando indignação de fieis Brasil afora os pagamentos de auxílio-moradia a juízes e membros do Ministério Público que têm imóveis próprios. 

Em missa na Igreja São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, em São Paulo, o padre Júlio Lancelotti criticou as mordomias em meio à situação de grave crise social e econômica que vive o País. "Nestes dias, todo o Brasil se pegunta: por que tanta não tem onde morar e os juízes recebem 4.700 reais de auxílio-moradia?", disse o padre.

"Até o juiz que é casado com uma juíza, que se acha a última trincheira da moralidade, moram em casa própria e os dois recebem", completou Júlio Lancelotti, se referindo ao juiz federal Marcelo Bretas, da Lava Jato no Rio de Janeiro. 

O sacerdote católico afirmou que os milhões pagos em auxílio-moradia para magistrados que já têm casa própria daria para construir 50 mil casas. Lancelotti citou também o caso do desembargador José Antonio de Paula Santos Neto, do Tribunal de Justiça, possui 60 imóveis em seu nome.

Página:

http://www.folhadapb.com.br/noticia/brasil/2018/02/08/mordomias-de-juzes-j-so-debatidas-nas-igrejas/1656.html