Brasil

TEMER VENDE AMAZÔNIA PRESERVADA E FOI ALERTADO DO CRIME PELO MEIO AMBIENTE

Publicado dia 30/08/2017 às 09h55min
O crime de lesa-pátria de Michel Temer, que pretende vender a Amazônia brasileira aos interesses de mineradoras internacionais, já havia sido detectado por seu próprio ministério do Meio Ambiente.

A decisão de Michel Temer de extinguir a Reserva Mineral de Cobre e seus Associados, que na prática significa vender a Amazônia brasileira aos interesses das mineradoras internacionais, já havia recebido um parecer contrário do Ministério do Meio Ambiente, que alertou sobre as caráter lesa-pátria da extinção da área: o parecer do  Meio Ambiente afirma que é preciso manter a área da Renca proibida para a mineração “frente ao cenário de aumento do desmatamento na região como um todo e à possibilidade de abrir uma nova frente de conversão em áreas que ainda não foram afetadas de forma significativa”.

Um parecer do ministério alerta para o “possível aumento do desmatamento associado, principalmente, aos efeitos migratórios decorrentes do projeto” na região com a liberação da área para a mineração. O documento do ministério aponta que, em 2016, havia 646 requerimentos de lavra dentro da Renca. Desses, 41 estão em terras indígenas e outros 600 aproximadamente estariam dentro de unidades de conservação. Na área da reserva mineral estão nove unidades de conservação florestal e terras indígenas.

O Ministério do Meio Ambiente elaborou uma nota técnica contrária ao fim da Reserva Mineral de Cobre e seus Associados (Renca), extinta por meio de um decreto de Michel Temer.

O parecer da Secretaria de Mudanças do Clima e Florestas da pasta, ao qual o GLOBO teve acesso, emitido em 20 de junho, alerta para o “possível aumento do desmatamento associado, principalmente, aos efeitos migratórios decorrentes do projeto” na região com a liberação da área para a mineração. O documento do ministério aponta que, em 2016, havia 646 requerimentos de lavra dentro da Renca. Desses, 41 estão em terras indígenas e outros 600 aproximadamente estariam dentro de unidades de conservação. Na área da reserva mineral estão nove unidades de conservação florestal e terras indígenas.

A pasta do Meio Ambiente foi contra o primeiro decreto de Temer e o ministro Sarney Filho só entrou no assunto na segunda versão do texto. Apesar de participar “pessoalmente” da discussão do novo documento, o ministro não subscreve o texto, que é assinado pelo presidente da República e pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. O novo decreto foi publicado na última segunda-feira, numa tentativa do governo de minimizar as críticas com o fim da Renca.

As informações são de reportagem de Manoel Ventura, Danielle Nogueira, Marina Brandão e Luciane Carneiro em O Globo.

Fonte: Redação com 247