Direto da Redação

Ou renúncia, ou fica Temer! Impedimento é a continuidade do golpe

Publicado dia 22/05/2017 às 11h34min | Atualizado dia 24/05/2017 às 09h01min
Eleições indiretas é o triunfo do golpe

O Temer de 16/17, está pra Collor 91/92, com algumas diferenças contextuais.
A eleição de Collor foi bem trabalhada, articulada, processada e potencializada até o triunfo final, pela mídia e setores conservadores/direita.

Um candidato com uma única missão: derrotar o Lula. O que iria acontecer no pós-posse era apenas uma consequência, já que não existia um projeto para o país. Apenas o rótulo de "Caçador de marajás", dado ao então presidente.

Acontece que, ao declinar na popularidade em pouco tempo de governo e exibindo uma postura pouco republicana, Collor dava espaço para o crescimento e vitória de Lula em 1994.

A investida da direita logo foi repercutida na mídia.

Estava escrito em todas as avaliações que muito provavelmente Luis Inácio seria imbatível em 1994, já que a direita investira tudo em Fernando Collor. A direita estava previamente derrotada, e derrotada estava perdida, sem saída...

Ou melhor, havia sim, uma única saída: a saída de Fernando Collor de Melo e a aposta em um projeto emergencial capaz de sensibilizar as massas e impor uma derrota à esquerda.

Não deu outra. A palavra de ordem da mídia, “Fora Collor”, tomou conta das manchetes e das ruas, com movimentos sociais, partidos de esquerda e movimentos estudantis, embarcando na onda da mídia e de setores conservadores, tendo como vanguarda de massa a UNE.
O isolamento do presidente Collor foi célere, e junto com o desgaste e as reações das massas vinha um plano eleitoreiro e emergencial, para garantir uma nova ordem política e econômica capaz de salvar o projeto conservador, subtraindo o avanço da candidatura de Lula. A direita trilha agora o mesmo caminho, através de novos atalhos.

Neste momento, porém, mesmo com a democracia trincada pelo golpe na presidenta Dilma Rousseff, não podemos seguir o exemplo golpista.
Com o golpe, naturalmente Temer assume a presidência da república e implementa um golpe ainda mais duro, ao atacar frontalmente o direito dos trabalhadores, patrocinando o desmantelamento daquele estado que estivera a serviço dos interesses da maioria dos brasileiros.

Bom, Michel Temer, recebeu um cheque em branco da maioria que pedia o Fora Dilma e a ascensão do golpista. Prometeu fazer diferente, e está cumprindo sua meta. Não enganou aqueles que defendiam a saída de Dilma Rousseff, já que nada prometeu. Apenas, repito, que ‘ia fazer diferente’.

Não podemos fazer da democracia uma mera vontade conjuntural. Dilma sofreu um grande golpe. Contra ela nada de provas que fundamentem sua saída. Apenas o chamado "Calote eleitoral enganou os brasileiros, mas isso não implica em impeachment,segundo a constituição. O golpe já estava consolidado, é fato.

Cabe dizer que, deixar o Temer concluir seu mandato, não foi uma vontade nas urnas, mas uma vontade nas ruas. O povo brasileiro precisa provar do projeto que defendeu nas ruas, necessitam sentir o que pediram.

Estão usando do mesmo expediente que usaram com Fernando Collor de Mello. A esquerda não pode, nem deve embarcar na onda da Globo. 

Por Basílio Carneiro

 

Defender o impedimento de Temer e Eleições indiretas, tá defendendo a continuidade do golpe
 Publicado dia 22/05/2017 às 11h12min      
Os trabalhadores e setores organizados da sociedade, podem e devem combater o avanço do golpe
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Defender o impeachment e eleições indiretas, é uma forma disfarçada de defender o golpe. Nos dois casos, o congresso é quem define... O julgamento é político, não jurídico. Em 180 dias o governo golpista, desmonta o estado brasileiro e impõe uma derrota aos trabalhadores.

O golpe não para! Só as ruas impedirão a vontade da mídia golpista. Tá muito claro a estratégia da Globo, junto a setroes representativos da sociedade, a OAB Nacional é um exemplo, quando tem pressa em defender o impeachment do Presidente Temer.

Ora, a JBS elegeu Cunha, presidente do congresso e bancou o golpe. Os congressistas não se importam com um super desgaste em manter o Temer na presidência, já o processo de impedimento é demorado e, muito provavelmente, alguma força oculta surgirá para comprar o voto dá permanência de Temer.

Caso o desgaste seja maior que as propostas, os golpistas, derrubam Temer e vendem o voto para presidente em uma provável eleição indireta. Os golpistas/congressistas, tem como faturar e muito bem nessa crise. Votar pela permanência de Temer. Derrubar a PEC das diretas e eleger o próximo presidente. Os dois últimos casos é muito, muito mais vantajoso e não precisam se expor de forma negativa. A palavra de ordem é: renunciar já! Impeachment é um prêmio.

 

Por Basílio Carneiro

Fonte: Redação/Basílio Carneiro