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Chape tem virada heroica após tapetão e vai à Sul-Americana

Publicado dia 24/05/2017 às 08h19min
No campo, a Chapecoense chegaria às oitavas de final da Copa Libertadores embalada por uma partida memorável.

Chapecoense entrou em campo nessa terça poucas horas depois da bombástica notícia de que estava eliminada da Copa Libertadores da América por causa de uma escalação irregular. E mesmo assim o Verdão do Oeste teve de buscar equilíbrio para encarar o Zulia na Arena Condá pela sexta e última rodada da primeira fase do torneio. Se já não era mais importante para a Libertadores, o vencedor da partida ao menos garantiria uma vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O perdedor ficaria de fora de ambas as competições sul-americanas.

E o roteiro dessa história não podia ter sido mais dramático e memorável aos brasileiros. Apesar de muito pressionar e se deparar com uma retranca eficiente dos venezuelanos, a Chape foi abatida com um gol na única oportunidade que dera ao Zulia. Na etapa final, os visitantes se limitaram a apenas defender seu gol. Depois dos 30 minutos já com um jogador a menos.

E quando tudo parecia perdido, apesar de três bolas na trave, defesas milagrosas de Vega e outras tantas que rasparam o alvo, a Chape não desanimou e foi premiada com dois gols nos acréscimos do confronto. A emoção mais uma vez tomou conta da Arena Condá, que pôde comemorar uma vitória por 2 a 1 diante do apito final do árbitro e também a vaga na Copa Sul-Americana.

O jogo

Debaixo de muita chuva e com uma nevoa que até chegava a atrapalhar quem estava nas arquibancadas encarando o frio para torcer pela Chape, a equipe de Vagner Mancini fez o que se esperava dela, apesar da frustração de saber poucas horas antes de que já não poderia mais participar da sequência da competição continental.

O Zulia, por outro lado, jogava todo atrás, como também já se imaginava. O que certamente ninguém esperava é que logo no primeiro ataque os venezuelanos abririam o placar. Mas foi exatamente o que aconteceu. Aos 29, Unrein entrou com facilidade na área e, mesmo envolvido por quatro defensores, fez o passe para Arango, que só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes.

Daí para frente não se viu mais o Zulia no campo de ataque. Mais do que nunca, os visitantes se fecharam no campo de defesa e a Chape partiu para a pressão até, de certa forma, desorganizada.

Na etapa final, além da retranca do adversário e do péssimo estado do gramado, o Verdão do Oeste encontrou um novo obstáculo: a trave. Foram nada menos do que três bolas no "poste" e nenhum gol.

Aos oito, Wellington Paulista foi o primeiro a carimbar a trave ao sair cara a cara com o goleiro Vega. Aos 25, Bello foi expulso e a pressão dos donos da casa aumentou ainda mais. A essa altura, o Zulia sequer tinha posse de bola. Cinco minutos depois, Grolli foi para a área e só não marcou o seu porque de novo a trave atrapalhou. E aos 38 a trave se fez vilã pela terceira vez, de novo com Wellington Paulista.

Mas o espírito de Condá talvez mais uma vez tenha agido na Arena de Chapecó. De tanto martelar, buscar. Depois de tantas bolas que passaram perto ou que atravessaram a área do Zulia, o time brasileiro recebeu sua recompensa com um final dos sonhos. Aos 45, Arthur Caike aproveitou sobra dentro da área e estufou as redes. E bastou ser dada a saída no meio de campo para a Chapecoense recuperar a bola, avançar pela direita e explodir toda uma cidade em alegria por meio de uma cabeçada de Andrei Girotto, que consumou a virada aos 46 minutos do segundo tempo.

No campo, a Chapecoense chegaria às oitavas de final da Copa Libertadores embalada por uma partida memorável. Mas, a punição dada pela Conmebol tirou esse sonho do brasileiro. Mesmo assim, a festa foi garantida pelo direito do Verdão em disputar a Copa Sul-Americana a partir de agora, graças aos três pontos conquistados nessa terça.

Fonte: Redação com terra.com.br