Justiça

FUNARO APONTA TEMER COMO CHEFE DA QUADRILHA E COM DINHEIRO NO EXTERIOR

Publicado dia 30/08/2017 às 09h44min
A delação de Funaro deve trazer informações também sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Pessoas próximas ao empresário Lúcio Funaro garantem que sua delação premiada implicará praticamente todos os aliados de Michel Temer no PMDB, além de apontar o próprio Temer como beneficiário de desvios da Caixa e de dinheiro escondido no exterior; a delação de Funaro chegou nesta terça ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo; cabe a ele decidir se homologa ou não o acordo da PGR com Funaro; o empresário detalhou sua atuação como operador financeiro do PMDB da Câmara dos Deputados, no grupo político liderado pelo próprio Michel Temer; procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve usar informações prestadas por Funaro na segunda denúncia contra o peemedebista, que ainda é  é investigado por suspeita de obstrução da Justiça e organização criminosa.
 

247 - Pessoas próximas ao empresário Lúcio Funaro garantem que sua proposta de delação premiada implicará praticamente todos os aliados de Michel Temer no PMDB e apontará o próprio Temer como beneficiário de desvios da Caixa e de dinheiro escondido no exterior, de acordo com a coluna Painel da Folha de S.Paulo.

A delação de Funaro chegou nesta terça-feira, 29, ao gabinete do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao relator da Lava Jato na Corte decidir se homologa ou não o acordo de Funaro com a Procuradoria-Geral da República. Só depois que os termos forem homologados, o Ministério Público poderá usar as informações prestadas pelo operador para realizar investigações. O acordo foi firmado com a PGR porque Funaro citou nos depoimentos autoridades com foro privilegiado.

Funaro detalhou sua atuação como operador financeiro do PMDB da Câmara dos Deputados, grupo político liderado por Michel Temer. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve usar informações prestadas por Funaro em uma segunda denúncia contra Temer. O peemedebista foi acusado de corrupção passiva pelo procurador, mas a Câmara rejeitou a denúncia. Temer, no entanto, ainda é investigado por suspeita de obstrução da Justiça e organização criminosa.

A delação de Funaro deve trazer informações também sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba.

Trâmite. A expectativa é de que Fachin homologue o acordo. Antes disso, o ministro deve convocar Funaro. O delator precisa confirmar a um juiz auxiliar do ministro que firmou o acordo de delação de forma espontânea. O procedimento costuma ser breve no gabinete de Fachin e investigadores da Lava Jato esperam que o acordo seja confirmado até o fim desta semana ou, no mais tardar, no início da semana que vem. O conteúdo da delação é mantido em sigilo.

As informações são de Beatriz Bulla e Fabio Serapião no Estado de S.Paulo.

Fonte: Redação com 247