Home Direto da Redação A Paraíba tem seu Palocci.

A Paraíba tem seu Palocci.

É o que revela a pífia delação do ex-secretário Waldson de Souza (foto), no que procura implicar o o governador João Azevêdo (Cidadania).


Só pra lembrar, Antônio Palocci é o ex-ministro dos governos do PT, também investigado pela Operação Lavajato, que acionou o ventilador de lorotas para se livrar de uma pesada condenação. Fez as delações à PF (Polícia Federal), porque o MPF (Ministério Público Federal) não aceitou por saber, certamente, que não tinha verdades a relatar.
Uma das delações contra Lula foi usada pela Lavajato para atingir a candidatura Fernando Hadadd à presidência, uma semana antes da votação.


Todas as delações de Palocci foram arquivadas pela própria PF por absoluta ausência de relação com os fatos. O que é mais grave: a investigação concluiu que o Palocci é que cometeu crimes ao falsificar dados de agenda para tentar incriminar seus denunciados.


A certeza da condenação e o seu peso são o que impõem ao investigado o medo que o leva a propor delação. E no desespero, vão para o tudo ou nada.


A Paraíba tem seu Palocci, repito.
A informação principal de Waldson na sua delação contra João é a de que o mesmo sabia por antecipação de “todas as fases” da Operação Calvário e seus alvos. Em uma delas, teria o governador lhe chamado (e a outros também) para orientar sobre como agir, e também garantir que “ninguém seria preso”.


Primeira pergunta: Teria João Azevêdo como saber da operação e seu teor por antecipação? Todas as grandes operações têm histórico de rigoroso sigilo. Não foi dado a nenhum agente político ou empresarial, em qualquer recanto do país, o privilégio de saber por antecipação de um ‘til’ sequer de suas datas, teores ou logísticas. Por quê João Azevêdo saberia? Nem mesmo seu antecessor, que passou oito anos no governo teve o poder de furar o sigilo das operações.
Segunda pergunta: Se João tinha o privilégio de saber o que se investigava dos seus secretários, porque não os exonerou antes? Agindo assim, livraria o governo dos estilhaços da revelação da conduta dos auxiliares.


A delação do Palocci paraibano não se sustenta, mesmo porque delação é a denúncia testemunhal que carece de prova material. Nenhuma prova apresenta Waldson. E para falar de uma manobra já bem ‘manjada’, trata-se de assunto requentado, uma vez que o depoimento foi dado há meses. É, portanto, de alto interesse do jogo político estadual, num momento em que o nome do governador se consolida cada vez mais na corrida pela governadoria.
A quem interessa?


Estaria parte da esquerda paraibana empenhada em ‘detonar’ um governador declaradamente antifascista? O fato é que o jogo eleitoral paraibano está cada vez mais nervoso, exatamente porque João Azevêdo se mostra imbatível porque sem adversários capazes de desafiá-lo.


Tudo leva a crer que a campanha de 2022 terá golpes muito baixos. Candidatos como Lula e João Azevêdo precisam tomar muito cuidado e devem estar preparados para os ataques.

Isso é apenas o começo.

DiretodaRedação/BasílioCarneiro/FolhadaPB

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