Home Direto da Redação Balcão de negócios: Luciano Cartaxo se encaixa bem no PT da Paraíba

Balcão de negócios: Luciano Cartaxo se encaixa bem no PT da Paraíba

Quando Luciano Cartaxo, anunciando solenemente que estava deixando o Partido dos Trabalhadores, referiu-se ao contexto nacional, em que o partido era a todas as horas e em todas as mídias alvo das denúncias investigadas pela Lava-jato,uma voz feminina gritou na plateia: “Traíra!”


Outra manifestação não poderia ser tão rápida e verdadeira. Era aquilo mesmo.


Hoje ,pouco mais de seis anos depois, a mesma verdade pode ser dirigida não mais a Luciano Cartaxo, mas ao próprio PT. É uma traição do partido a todos aqueles que resistiram ao golpe que destituiu a presidente Dilma, e colocou o presidente Lula na cadeia.


Ao abandonar o partido de forma repentina e surpreendente, fazendo coro ao bombardeio midiático que alvejava a legenda naquele momento, Cartaxo foi um covarde por excelência. O adjetivo pronunciado como um tiro vindo da plateia, não poderia exprimir verdade maior, uma vez que se trata da apropriação do nome de um peixe comum no Brasil, que tem por hábito viver em águas escuras para surpreender no ataque às presas imprudentes.


Cartaxo agiu na escuridão da covardia. No momento histórico em que mais o PT precisou de apoio e solidariedade; no momento em Dilma resistia com a força da sua verdade, abraçada por milhões de brasileiros, milhões de petistas que acreditavam vencer a luta contra a mentira; no momento em que as mesmas legiões golpistas, apeando Dilma, preparavam a cela onde Lula ficaria preso, ninguém menos que um bem sucedido prefeito de uma capital brasileira, deixava o partido engrossando o coro dos golpistas.


Luciano Cartaxo entrou para a história, naquele momento, como um dos maiores inimigos do partido. Um verdadeiro traidor. Mas não é surpresa. Em matéria de fraqueza de caráter, poucos políticos na Paraíba ‘amarram as chuteiras’ dos irmãos gêmeos Luciano e Lucélio, acompanhados do escudeiro Zenedy Bezerra.


Mas ao deixar o PT em 2015, Cartaxo associou-se ao que de mais imundo há na política não apenas do ponto de vista moral. As consequências práticas chegaram a ser cruéis. O então prefeito de João Pessoa passou a exigir a filiação de servidores petistas à sua nova legenda, o PSD. A exoneração sumária foi o destino dos que discordavam e resistiram. Outros, nem direito a troca de partido tiveram: foram postos no olho da rua automaticamente.


Centenas de trabalhadores e trabalhadoras viram-se desempregados e sem qualquer perspectiva, da noite para o dia. À época, dirigentes da legenda chegaram a dizer que o então governador Ricardo Coutinho “aproveitaria” os desesperados no seu governo, o que jamais aconteceu. Ricardo, como se sabe, sempre se serviu do PT, tratando-o como um partido subserviente, e não deu a mínima para a situação.


Agora, quem está prestes a perder ocupação são Anísio Maia e outros, que terão dificuldades de disputa, depois da chegada de Coutinho, Cartaxo e suas imensas estruturas humanas. Eles vêm para salvar a própria pele, já que não tinham chances eleitorais quaisquer nas legendas de onde vieram. Encontraram bom abrigo no presidente estadual do PT, Jackson Macedo, figura capaz de negociar com Deus e com o diabo e transformar o PT em um balcão de negócios, como o faz, usando para isso a tradicional lógica dos leilões: “Quem dá mais?”


Pois é…quem dá mais por um partido a quem agora cabe sim, a adjetivação dada outrora a Cartaxo: “Traira”!?
Gritem as vozes da resistência ao golpe aqui na Paraíba, que agora, muitos do quais estão sob ameaça de expulsão, incluindo o próprio Anísio Maia.


Qual a cara de um PT que isola e ameaça de expulsão aqueles que resistiram ao golpe de 2016 e suas funestas consequências de hoje, e premia Luciano Cartaxo, o traidor covarde que uniu-se pela voz aos setores mais retrógrados da sociedade brasileira, para atirar à cova dos leões o partido onde se lançou e fez história?
Vida que segue…

Redação/FolhadaPB/BasílioCarneiro

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Liberando a militância

Direção do PV na Paraíba libera voto da sua militância para o segundo turno das eleições
16/10/2018 WSCOM


Face à demora e a indefinição da direção nacional do PV em relação à disputa do segundo turno da eleição nacional, o presidente estadual da legenda na Paraíba e prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, resolveu liberar nesta terça-feira (16) os filiados e a militância do partido no que diz respeito à opção de escolha de candidato para o segundo turno do pleito para presidente da República.


O presidente do PV explicou que a liberação vai no sentido de assegurar a liberdade democrática e a autonomia individual e permitir que cada um vote de acordo com a sua consciência.

Lucélio segue o PV na opção de liberação de filiados para eleição presidencial
O ex-candidato a governador pelo PV, Lucélio Cartaxo, afirmou nesta terça-feira (16) que também segue a orientação da direção estadual do partido na Paraíba de liberação de escolha em relação ao segundo turno das eleições para presidente da República.


Segundo Lucélio, o momento e a nova política exigem respeito às diferenças, com a preservação da liberdade de opção de voto de acordo com a consciência de cada um.

Lucélio também afirmou que pretende manter a atuação política no Estado, dialogando com a população e vigilante no sentido de cobrar o cumprimento de promessas feitas na campanha eleitoral como forma de solucionar os graves problemas da Paraíba

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