Home Direto da Redação Não vai ter golpe! – parte II: E o capim do Planalto?...

Não vai ter golpe! – parte II: E o capim do Planalto? O gado comeu!

24
0

À medida que a eleição de 2022 se aproxima, Bolsonaro aposta em um movimento  que não tem outro objetivo a não ser o de interromper as investigações de crimes e escândalos praticados por sua família e parentes, que vão desde o sistema de rachadinhas existentes nos gabinetes do clã, envolvimento com milícias, crimes de peculato praticados por políticos, ministros e pessoas contratadas para cargos de confiança nos ministérios, até uma rede de disseminação de fake news que mantém o apoio e lavagem cerebral de seus eleitores fanáticos, analfabetos políticos. 

Enquanto o chefe do Planalto vê cair o seu índice  de aprovação e crescimento do índice de rejeição para a eleição de 2022, aumenta a aposta no movimento que sempre norteou a base ideológica do seu governo, que o ajudou a se eleger e, na mesma esteira, elegeu políticos de extrema direita, que aposta no fechamento do Congresso e do STF.

Com a violação da soberania nacional, diante de uma conturbada relação entre os poderes, o presidente pede, nas suas manifestações,  uma intervenção militar para fechamento das instituições democráticas, o que é defeso nas interpretações constitucionais, por não se tratar de um poder moderador.

Diante das ameaças de golpe, “o Supremo Tribunal Federal traça seu plano de atuação e adota medidas para enfrentar os excessos que possam ser praticados no dia 7 de setembro”, de acordo com fontes da Reuters.

“Os pilares de sustentação do plano vão desde responsabilização penal, com punições e até prisões, para quem financiar ou se envolver em atos de violência ou defender pautas antidemocráticas, como o fechamento do STF.

“A segunda é a garantia da integridade dos Ministros do STF e do prédio do Supremo, localizado na Praça dos Três Poderes,  onde Bolsonaro deverá participar de atos na manhã do feriado de terça-feira. 

"O Ministro Ricardo Lewandowski escreveu um artigo para o jornal Folha de São Paulo em que destacou serem crimes imprescritíveis e inafiançáveis a ação de grupos armados, civis ou militares contra a ordem constitucional e a democracia”, conclui o texto.

Com o manifesto de apoio dos bancos defendendo a harmonia entre os três poderes,  com a adesão de entidades representativas do setor produtivo, resta clara a preocupação com a serenidade por parte de todos, pacificação política,  estabilidade institucional e foco em ações e medidas urgentes para que o Brasil supere a pandemia e possa reduzir as carências sociais.
Diante de todos os fatos e argumentos, o fim deste governo se faz necessário e há de prevalecer.

Teremos que conviver  com bolsonaristas, emedebistas, peessedebistas, assim como demais simpatizantes dos demais partidos, como manda a ordem democrática, até que todos se conscientizem que o fim da desigualdade social é uma meta a ser atingida.

"Agora mesmo tô pulando que nem sapo
Sem saber como é que faço da cantiga que vou dar
Oi, desenrola, desenrola, carreté'
Quem tá morto tá deitado, e quem tá vivo tá em pé"

Paulo Diniz