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No mar da tranquilidade: João Azevêdo dialoga e avança

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“Tranquilidade” é o termo que melhor pode definir o governador João Azevêdo, quando o assunto é eleição para governador em 2022. Basta dar uma olhada nos arredores. Quem seria capaz de impor uma derrota a ele, fosse hoje a votação?

Mas a pergunta pode ser: “Quem será capaz em 2022?

A resposta não é fácil. Basta dar outra olhada nos arredores. Quais são os adversários de João?
Romero Rodrigues, ex-prefeito de Campina Grande, já faz campanha pelas redes sociais. Terá um caminho obscuro a percorrer quando o guia eleitoral fizer a roubalheira do seu governo, que teve como alvo a merenda das crianças nas escolas campinenses, chegar ao conhecimento de todos os paraibanos. Como confrontar essa prática com a de um governador que vem colocando mais de 800 mil refeições mensais na mesa dos paraibanos em vulnerabilidade social?

Além do mais, Romero tem outro problema a solucionar, antes mesmo de tornar-se candidato. Por qual legenda disputaria? É sabido que Gilberto Kassab, comandante nacional do PSD e seu núcleo, romperam com o bolsonarismo, do qual Romero resiste em se afastar. 

Há para o ex-prefeito de Campina Grande dois cenários. O primeiro, migrar para outra agremiação a fim de obter legenda para candidatar-se. O comando do PSD na Paraíba cairia no colo de um deputado cujo rompimento com seu atual bloco é iminente. O segundo cenário é aliar-se a João e contentar-se com a vaga de vice, o que, diga-se de passagem, poderia ser uma chapa imbatível.

Cássio Cunha Lima vem de duas fragorosas derrotas, que lhe atiraram ao ostracismo, sobretudo a disputa para o Senado em 2018. Só tentará uma próxima se a vitória for certa por antecipação. Colocaria o filho Pedro no duelo contra João? Ora, com que força o faria? Se vigor tivesse para transferir votos, ele mesmo seria o candidato. Aliás, as boas línguas ainda dizem ser o sonho de Cunha Lima voltar a ser governador.

O senador Veneziano Vital do Rêgo parecia ter recuado do amuo que ensaiou por causa da mudança no comando estadual do Podemos, mas o episódio que envolveu sua esposa, a secretária de estado Ana Cláudia, ao não ser convidada para a mesa de cerimônias na última vinda do governador a Campina, requentou o ‘clima’ e reacendeu a possibilidade de um rompimento. 

Torno a dizer que Vené não pode repetir o feito de Cássio em 2014, quando rompeu com Ricardo e se candidatou a governador, adquirindo a pecha de ‘traidor’, da qual jamais se livrou. O melhor seria o caminho inverso: apoiar a reeleição de Azevêdo e ser o seu candidato à sucessão. Sem contar que não cairá no conto de fadas de Ricardo, que visa dividir o palanque das esquerdas na Paraíba para derrotar João. Sabe também o emedebista que não pode dar lenha para Ricardo chegar ao Senado agora, e vê-lo vitaminado para disputar o governo em 26.
Desenhava-se um fator político contrário às pretensões de João Azevêdo nos últimos dias. A filiação de Ricardo Coutinho ao Partido dos Trabalhadores (PT), sob as bençãos de Lula e comando nacional partidário, ventilava a possibilidade de o partido da estrela vermelha marchar com outra chapa na disputa pelo Palácio da Redenção. Mas eis que o diretório estadual da legenda impôs uma derrota acachapante aos ricardistas do PT e de fora dele: em decisão praticamente unânime afirmou que a candidatura a ser apoiada pelo partido é a de João Azevêdo.

O que fará Ricardo Coutinho? Acata a decisão ou a judicializa? Agentes do partido já esperneiam na provável opção pela justiça. Já Ricardo está caladinho, caladinho. Eu entendo o seu silêncio porque, aqui pra nós, diz alguma boca miúda que ele mooorre de vontade de ser o candidato a senador, sabe de quem??…
…de João Azevêdo (rsrs).

Mas, não bastassem esses entraves particulares no caminho de cada pré-candidato oposicionista ao Palácio da Redenção, há um maior, e por essa razão, principal: o excelente desempenho do governador João Azevêdo, com ou sem pandemia.

Não se pode esquecer que João consegue o feito enfrentando um governo central adversário e declaradamente inimigo, capaz não apenas de negar apoio, mas de engendrar tudo o que possa, para inviabilizar sua administração.

Diferente, por exemplo, dos seus três antecessores, que receberam as melhores atenções dos mandatários de plantão do governo federal, com direcionamento de parcerias nos mais variados convênios, entre obras e serviços. Ricardo, Maranhão e Cássio governaram em ‘céu de brigadeiro’ durante os governos petistas. 

Não estranhem por que incluí o tucano Cássio. Ele mesmo. Foi um dos governadores mais assistidos por Lula e Dilma. Lembram como Lula chamava ‘Cassinho’? Pois é. Depois, deu no que deu: Cássio foi um dos principais articuladores do golpe de 2016, que derrubou o governo Dilma e levou Lula para a cadeia.

Ricardo fez um governo diferenciado, histórico em termos de obras. Lamentável ter levado as mãos ao esgoto da corrupção. Quanto ao feijão com arroz de Cássio e Maranhão, destaque-se a humilhação imposta pelo tucano ao forçar o servidor a contrair empréstimo para receber o 13° salário, e o escalonamento para pagar a folha, por faixa salarial.

Pois bem. Quanto a João, salários em dia, obras e serviços relevantes em todos os recantos do estado, excelência na administração da crise sanitária, tudo isso, repito, sem o amparo do governo federal.

É hora de afirmar que as oposições precisam mudar de estratégia. Ou de discurso…ou de tática…sei lá o quê.

As oposições precisam fazer como João: trabalhar.