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Professor que perguntou se aluna levará lubrificante “quando for estuprada” é demitido

O docente lecionava no Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA)

Por Lucas Vasques 28 nov 2021 – 15:55

Foto: Reprodução/Twitter

O professor de Medicina que perguntou para uma aluna se ela levará lubrificante “quando for estuprada” foi demitido. O caso ocorreu durante uma aula de intubação de pacientes e o docente lecionava no Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA).

A pergunta “Quando a senhora for estuprada vai levar KY [marca de lubrificante] ou vai preferir no seco mesmo?”, por mais inacreditável que seja, foi feita diante da dificuldade da aluna em realizar o procedimento. A aula foi gravada, compartilhada nas redes sociais e acabou viralizando na quinta-feira (25).

A universidade divulgou um comunicado para informar que o docente não faz mais parte do quadro de profissionais, segundo reportagem de Catarina Barbosa, no Brasil de Fato.

Movimentos que atuam em defesa dos direitos das mulheres realizaram inúmeros atos de repúdio, cobrando punição do agressor.

Entre as pessoas que compartilharam o vídeo para denunciar o professor está a ex-candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D’Ávila (PCdoB).

“O estupro ali, naturalizado, rotineiro como de fato é na sociedade brasileira. Quando nós falamos que o Brasil é um país que odeia mulheres, não falamos que não somos amadas por nossos maridos, namorados ou pais. Falamos que os números nos mostram que as mulheres, assim no plural, são vítimas de diversas violências nesse país que é campeão de feminicídios, por exemplo”, afirmou.

A deputada federal do Pará, Vivi Reis (PSOL), usou o Twitter para reforçar que a demissão do professor ocorreu depois de atos realizados por movimentos de defesa das mulheres.

A vereadora de Belém do Pará, Bia Caminha (PT), postou que o Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) será cobrado pela apologia ao estupro realizada pelo professor.

Caso está sendo apurado pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher
Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado e o caso está sendo apurado pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher como importunação sexual. O CRM-PA instaurou procedimento administrativo para invstigar a ocorrência.