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‘Quanto pior o momento, mais Bolsonaro erra’, diz Miriam Leitão sobre o pânico dos mercados com nova variante do coronavírus

“O país já vem em crise, desorganizado, indo para a estagnação e com um presidente cuja capacidade de perturbação social aumenta nas fases mais agudas da crise. Quanto pior o momento, mais Bolsonaro erra”, afirma a jornalista

(Foto:Reprodução)

247 – A jornalista Miriam Leitão afirma que “a economia está operando no modo pânico em era de incerteza” por causa do surgimento da nova variante do coronavírus, a Omicron e que a situação tende a se agravar em função das decisões erráticas tomadas por Jair Bolsonaro. “O país já vem em crise, desorganizado, indo para a estagnação e com um presidente cuja capacidade de perturbação social aumenta nas fases mais agudas da crise. Quanto pior o momento, mais Bolsonaro erra”, escreve ela no jornal O Globo.

“A maneira rápida e aguda com que os mercados reagiram no mundo inteiro mostra o grau de instabilidade global. O mundo está, quase dois anos depois do início da pandemia da Covid-19, com os nervos à flor da pele, com as cadeias produtivas desorganizadas, e os preços fora do lugar”, destaca. “A economia brasileira já não vinha bem, com uma inflação de dois dígitos, queda da confiança, queda do nível de atividade, e desordem nas contas públicas. O país será afetado diretamente pela nova onda de incerteza global”.

“Só temos uma certeza: o presidente Bolsonaro criará dificuldade a qualquer medida de proteção da saúde da população, ele vai de novo tentar procurar culpados, vai hostilizar as autoridades que quiserem adotar medidas de precaução. Ele vai paralisar a ação dos órgãos públicos. Bolsonaro continuará sendo um tormento. Isso nos torna mais vulneráveis à nova versão do vírus, antes que se possa saber se as vacinas atuais são ou não são efetivas”, completa.


“Nesta semana vários indicadores devem mostrar a situação difícil da economia, com destaque para o PIB do terceiro trimestre. O Senado votará a absurda PEC dos Precatórios com as suas agressões às leis fiscais do país. Os presidentes do Senado e da Câmara brigam para manter sigiloso o orçamento secreto. O Brasil com todos os seus desequilíbrios está mais vulnerável a um novo agravamento da crise global”, finaliza.