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Sem forçar barra, João Azevêdo se identifica com o campo de esquerda; O eleitor progressista não esquece o voto de Veneziano no golpe de 2016

A campanha eleitoral de 2022 na Paraíba traz um cenário curioso no que diz respeito à participação do maior cabo eleitoral do processo em nível nacional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Oficialmente conjugado com o MDB de Veneziano Vital do Rêgo, o Partido dos Trabalhadores (PT), tem no apoio ao projeto Lula Presidente ninguém menos que o governador do estado, João Azevêdo (PSB).

O dado curioso é que não se faz necessário o uso de qualquer lupa para enxergar que o perfil administrativo e a trajetória política (embora recente) de João é que de fato guardam associação com a trajetória e o perfil administrativo do líder petista.

João Azevêdo manteve um governo operoso, marcado pela execução de obras importantes, inclusive de cunho estruturante, no turbilhão das dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus e, na administração dela (a pandemia), destacou-se como um dos mais eficientes governadores do país. O ensino remoto posto em prática pelo governo paraibano durante a pandemia foi avaliado como o mais eficiente do país, por exemplo.

Além das obras, o governo João Azevêdo tem destacada intervenção na seara assistencial, levando a cabo programas de inclusão e de segurança alimentar, como o ‘Paraíba que Acolhe’ – que destina renda mensal às crianças órfãs da covid-19 até a maioridade – e o ‘Tá na Mesa’, que garante refeição de qualidade para milhares de paraibanos, todos os dias, para ficarmos apenas em dois exemplos. No próximo artigo destaco outros programas.

Por essas e outras razões é que vislumbro, sem esforço, ocorrer aqui a repetição do que se vê no vizinho estado de Pernambuco. Lá, a líder das pesquisas, Marília Arraes, que saiu do PT há poucos meses e filiou-se ao Solidariedade, é a verdadeira caudatária da preferência dos eleitores de Lula, bem diferente do que ocorre com o candidato apoiado oficialmente pela estrela vermelha, Danilo Cabral, do PSB, mesmo partido do vice da chapa presidencial do PT, Geraldo Alckmin.

A memória do eleitor, de modo geral, quando resolve funcionar, é implacável. Que dirá do eleitor de esquerda?

Os pernambucanos sabem dos motivos que levaram Marília a desfiliar-se do PT, conhecem seu perfil progressista e sua lealdade ao ex-presidente. Os pernambucanos lembram que Danilo Cabral votou, naquele dia 17 de abril de 2016, favorável à execução do golpe que tirou do comando administrativo do país a proba e operosa presidente Dilma Roussef.

O que dizer do cenário paraibano? A mesma coisa, ou seja, que aqui também o eleitor, de esquerda ou não, mas que reconheça o legado positivo do PT na vida dos cidadãos brasileiros, sabe muito bem que João Azevêdo é o candidato ao Palácio da Redenção mais associado ao perfil de Lula e às políticas públicas do PT.

Se Veneziano é oficialmente o aliado, João é indiscutivelmente o alinhado.

Ah, quase que eu esquecia de lembrar que o eleitor paraibano também não esquece que, naquele mesmo dia 17 de abril de 2016, Veneziano votou favorável ao golpe que retirou do comando administrativo do país a proba e operosa presidente Dilma Roussef.
A diferença é que lá em Pernambuco, Danilo Cabral dignou-se a declarar arrependimento pelo voto dado ao golpe.

Veneziano aqui, nem isso.

Por Basílio Carneiro/DiretodaRedação/FolhadaPB

É oportuno indagar como seria um segundo mandato do governador João Azevêdo, tendo Lula na presidência da República.

Não hesito em dizer que seria um estrondo, um governo de investimentos recordes.

O governador paraibano nunca escondeu sua preferência pelo alinhamento político e ideológico com o ex-presidente. Em certa ocasião chegou a dizer que quem não estivesse com Lula, não subiria no seu palanque. Sem contar sua posição de destacado opositor da política genocida de Bolsonaro.

Dúvida, portanto, não tenho, de que a dobradinha ‘Lula lá/João aqui’ ensejaria um ambiente administrativo tão saudável que proporcionaria um tempo de profundas mudanças na vida de todos nós, paraibanos. Se João se destaca entre os melhores governadores do Brasil em um cenário de total ausência de parcerias administrativas, que dirá tendo Lula no governo central?

Talvez seja bom o nobre cidadão e a nobre cidadã paraibanos irem se acostumando com a ideia, pois vale lembrar que Maranhão, Cássio e Ricardo foram reeleitos.

Por que João não seria também reeleito? Fica a pergunta, para quem puder responder.
Aguardemos…

DiretodaRedação/FolhadaPB/BasílioCarneiro


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